Beber água em excesso pode ser prejudicial: verdade ou mito?

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Poupemos-lhe o suspense: beber água em quantidades excessivas faz mal, mas sob condições muito específicas.

Se fizermos o paralelismo entre o corpo humano e um veículo automóvel, diríamos que a água está para o nosso corpo como o combustível está para o veículo, com a ressalva de que o automóvel possui a reserva e o corpo humano não.

Quando perdemos água, seja por transpiração, respiração, urina ou fezes, temos de a repor de imediato, pois, caso contrário, ficamos desidratados e apenas 2% de desidratação reduzem em 30% todas as funções cognitivas. Antes de aprofundarmos o tema, importa deixar claro que a ingestão de água deve ser feita várias vezes ao dia e é este hábito que mantém o organismo regulado e em pleno funcionamento.

Isto porque beber 2 litros de água no final do dia não é o mesmo que beber 2 litros de água ao longo dia.
Neste pressuposto, provocamos a desidratação e a redução das diferentes funções por consequência e, quando bebemos demasiada água, obrigamos os rins a trabalhar para retirar o excesso momentâneo. Ou seja, a grande ressalva é: não deve deixar que o seu corpo acenda a luz da reserva.

Por isso, sendo a água o principal constituinte do organismo humano e representando, à nascença, 75% do peso corporal, a quantidade a ingerir, segundo vários especialistas, deve ser entre 1,5L e 3L. À medida que o corpo vai envelhecendo, a percentagem de água no corpo diminui gradualmente, caindo para 60% na idade adulta e para pouco mais de 45% na idade avançada ou velhice.

Mas, apesar de essencial, não existe um mecanismo eficiente de armazenamento da água no corpo, pelo que é necessária uma ingestão regular de líquidos ao longo do dia para manter uma boa hidratação.
As quantidades a beber dependem de vários fatores e não funciona de igual modo para todos. Eis alguns dos fatores que influenciam as quantidades que se devem ingerir:

– Condições climatéricas;
– Idade;
– Peso;
– Dieta alimentar;
– Atividade física;
– Situações fisiológicas (ex: gravidez);
– Estado de saúde (medicação, estados de ansiedade, etc.).

Mas podemos assumir que, qualquer que seja a idade de que falamos, o bom funcionamento do organismo é ditado pelo nível de hidratação que lhe proporcionamos.

Agora, provavelmente está a perguntar-se: “então, porque é que beber água em excesso pode ser prejudicial?”
Para além da sobrecarga renal, referida acima, a ingestão de água em excesso pode levar a pessoa a desenvolver hiponatremia, isto é, dá-se uma descida acentuada da concentração de sódio no sangue. Nesta situação, a pessoa tende a sentir náuseas, vómitos, fadiga ou cólicas.

Então, “como é que defino o que é ‘água a mais’?”

O segredo está no equilíbrio, não existindo propriamente um valor certo, pois, como referido anteriormente, os valores aconselháveis a cada pessoa dependem de diversos factores.

No entanto, existe sempre a necessidade de consumir diariamente 0,03 a 0,035l (ou 30 a 35 ml) de água por kg de peso corporal. Esta necessidade pode ser suprimida através de água no seu estado puro e da água que constitui os diferentes alimentos.

Mais do que a agravante de se consumir água em excesso, importa, também, referir a rápida ingestão da mesma, que excede a taxa de excreção renal máxima de 0,07L – 1L por hora.

Qualquer que seja a sua idade e características, uma boa ingestão de água, em quantidade e qualidade, é incontornável.

Consulte o nosso Comparador de Águas para conhecer o que realmente importa numa água e escolha a que melhor o acompanha ao longo do dia, e de toda a vida.

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